Banco Mundial pede “equipa de reformas”

O Banco Mundial solicita, num relatório sobre o sector privado em Angola, que o Governo crie uma “Equipa de Reformas” para supervisionar a restruturação económica que o País está a implementar.

07 Jul 2019 / 09:39 H.

Há necessidade de uma pequena e dedicada ‘Equipa de Reformas’ altamente qualificada que reporte ao mais alto nível do Governo, encarregue de priorizar, monitorizar e resolver problemas do processo de reformas, sem ser responsável pela execução das reformas, pois isso deve permanecer como uma prerrogativa dos ministérios e agências designados”, lê-se no relatório do Banco Mundial sobre o sector privado em Angola.

O relatório, com o título “Criação de Mercados em Angola - Oportunidades de Desenvolvimento através do Sector Privado”, faz um extenso diagnóstico sobre as principais dificuldades que se colocam ao desenvolvimento desse sector, por intermédio do qual recomenda que ocorra a diversificação económica.

Além de uma pequena equipa a funcionar na dependência directa do Chefe de Estado. “É essencial que os quadros superiores do Governo, começando pelo Chefe de Estado, estejam continuamente e activamente envolvidos no processo de reformas, o que implicará assumir compromissos específicos e públicos na agenda de reformas, expressos em termos simples que tornem claros os benefícios”, lê-se no documento, que salienta que “tais compromissos públicos exercem pressão sobre o Governo para que dê o devido seguimento e envie um forte sinal de que a iniciativa de reformas é real”.

Segundo o documento, “o esforço de priorização deve ser tanto sobre decidir o que não fazer como sobre o que fazer; muitas das actividades planeadas podem ser contraproducentes, por exemplo, políticas industriais mal informadas jogando a favor de interesses pessoais ou de importância secundária”.